Analise primária e secundária

PROCEDIMENTOS GERAIS NO LOCAL DO ATENDIMENTO

 

VERIFICAÇÃO DA ESCALA DE COMA DE GLASGOW
Elaborada por (Teasdale, G.; Jennett, B. – 1974)
( Teasdale, G.; Murray, G.; Parker, L.; Jenett, B. – 1974)
 
Para vítimas maiores de 5 anos de idade
 
1. Observar as respostas, anotar e somar os pontos para obter o grau dentro da Escala de Coma de Glasgow.

ABERTURA OCULAR

·      Espontânea ............................................

·      Solicitação verbal .......................................

·      Estímulo doloroso ......................................

·      Nenhuma ....................................................

4 pontos

3 pontos

2 pontos

1 ponto

MELHOR RESPOSTA VERBAL

·      Orientada ...................................................

·      Desorientada/confusa ...............................

·      Palavras inapropriadas ..............................

·      Sons/gemidos ............................................

·      Nenhuma .

5 pontos

4 pontos

3 pontos

2 pontos

1 ponto

 

MELHOR RESPOSTA MOTORA

·      Obedece comandos verbais ......................

·      Localiza e tenta remover o estímulo doloroso ...

·      Reage a dor ................................................

·      Flexão anormal à dor (decorticação) ..........

·      Extensão anormal à dor ( descerebração) .

·      Nenhuma  ..................................................

6 pontos

5 pontos

 

4 pontos

3 pontos

2 pontos

1 ponto

 

Para vítimas menores de 5 anos de idade
 
1. Observar as respostas, anotar e somar os pontos para obter o grau dentro da Escala de Coma de Glasgow.

 

ABERTURA OCULAR

 

·      Espontânea ...............................................

·      Ordem verbal .............................................

·      Estímulo doloroso .......................................

·      Nenhuma ........................................

4 pontos

3 pontos

2 pontos

1 ponto

 

MELHOR RESPOSTA VERBAL

 

·      Palavras apropriadas/sorriso/olhar acompanha ...

·      Choro, mas que pode ser confortado ..............

·      Irritabilidade persistente ............................

·      Agitação ...................................................

·      Nenhuma ...................................................

 

5 pontos

 

4 pontos

 

3 pontos

2 pontos

1 ponto

 

MELHOR RESPOSTA MOTORA

 

·      Movimenta os 4 membros espontaneamente ...

·      Localiza e retira o estímulo doloroso .........

·      Sente dor, mas não retira ...........................

·      Flexão anormal à dor (decorticação) .........

·      Extensão anormal à dor ( descerebração)

·      Nenhuma ..................................................

 

6 pontos

 

5 pontos

4 pontos

3 pontos

2 pontos

1 ponto


POSTURAS DE DECORTICAÇÃO E DESCEREBRAÇÃO
São encontradas nas lesões que afetam o tronco cerebral, com a Escala de Coma de Glasgow variando entre 3 e 5. A rigidez de decorticação consiste na flexão dos braços, dos punhos e dedos com adução do membro superior e extensão do inferior e são típicas de lesões no mesencéfalo.
 


A rigidez da descerebração consiste em opistótono (posição ereta do corpo) com os dentes cerrados, os braços estendidos e rígidos, aduzidos e hiperpronados e os membros inferiores estendidos. Quando a lesão progride no sentido da medula espinhal (caudal), verificamos atonia (fraqueza) muscular e apnéia (parada respiratória), hipotensão arterial, com comprometimento do bulbo.


OBSERVAÇÕES

 
1. Provocar o estímulo doloroso, na seguinte ordem:
· 1ª opção: fechar sua mão e pressionar o esterno da vítima com a face dorsal da mão, na altura da articulação entre a falange proximal e intermediária;
· 2ª opção: pressionar discretamente a musculatura do trapézio, ao lado do pescoço
.

 
 
ATENÇÃO
 
· Jamais beliscar, dar tapas, espetar com agulhas ou praticar qualquer forma de agressão à vítima para se obter um estímulo doloroso.
 
EXAME DA CABEÇA AOS PÉS
 
Refere-se à apalpação e inspeção visuais realizadas pelo socorrista, de forma padronizada, buscando identificar na vítima, sinais de uma lesão ou problema médico.
 
Proceder ao exame da cabeça aos pés, observando:
 
1. Cabeça:
· Ferimentos ou deformidades;
· Crepitação óssea;
· Secreção pela boca, nariz e/ou ouvidos;
· Hálito;
· Dentes quebrados, próteses dentárias;
 
2. Pescoço:
· Ferimentos ou deformidades;
· Estase jugular, comuns no pneumotórax hipertensivo e tamponamento pericárdico;
· Desvio de traquéia, comum em lesão direta no pescoço ou pneumotórax hipertensivo;
· Resistência ou dor ao movimento;
· Crepitação óssea;
· Enfisema subcutâneo, em conseqüência de lesão nas vias aéreas.
 
 
3. Tórax e costas:
· Ferimentos e deformidades;
· Respiração difícil;
· Alteração da expansibilidade;
· Crepitação óssea;
· Enfisema subcutâneo, em conseqüência de lesão nas vias aéreas.
 
4. Abdome:
· Ferimentos (contusões, escoriações, etc.);
· Dor à palpação;
· Rigidez da parede abdominal (abdome em tábua).
 
5. Pelve e nádegas:
· Ferimentos ou deformidades;
· Dor à palpação;
· Crepitação óssea;
· Instabilidade da estrutura óssea.
 
6. Extremidades inferiores e superiores:
· Ferimentos ou deformidades;
· Pulso distal (extremidades superiores - artéria radial; extremidades inferiores - artéria pediosa);
· Resposta neurológica (insensibilidade, formigamentos) para avaliar lesão de nervos;
· Avaliar a motricidade e a força muscular para verificar lesão de nervos ou músculos;
· Perfusão capilar, para avaliar lesão arterial ou sinais de choque;
· Verificar temperatura e coloração da pele, para avaliar lesão vascular.
 
 
ENTREVISTA - ANÁLISE SUBJETIVA
 
· Colher dados com a própria vítima, testemunhas e/ou familiares, durante o atendimento, concomitantemente com as demais avaliações, que possam ajudar no atendimento, usando a regra mnemônica A M P L A:
 
(A) Alergias: a alimentos, medicamentos, pós, gases inalados, ou qualquer substância que saiba ser alérgico ou que tenha tido contato;
(M) Medicamentos em uso: toma medicamento regularmente, prescrito por médico ou automedicação, tipo, destinado a que problema; use as palavras “medicação” ou “remédio”, evite o uso da expressão “droga”, pois pode inibir a pessoa ou quem esteja sendo questionado;
(P) Problemas antecedentes: sofre de alguma doença crônica (diabetes, cardíaco, renal crônico)? Já teve distúrbios semelhantes? Quando? Como ocorre? Quais os sinais e sintomas presentes? Sofreu internações hospitalares?;
(L) Líquidos e alimentos ingeridos: quando comeu pela última vez? O que comeu? (alguns alimentos podem causar conseqüências no organismo ou agravar a condição clínica da vítima. Além disso, se a vítima precisar ir para a cirurgia, a equipe médica que vier a receber a vítima no hospital, precisa saber quando foi a última refeição);
(A) Ambiente, local da cena: elementos presentes na cena de emergência podem dar indicações do tipo de problema apresentado, aplicadores de drogas, frascos de medicamentos, vômitos, presença de gases, etc.
 
Complemente a entrevista pesquisando circundantes e familiares, de forma discreta, de modo a colher mais informações pertinentes ao estado da vítima.

                                        

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