Dia do bombeiro

Em 2 de julho de 1856, o Imperador D.Pedro II, assinava o Decreto Imperial nº 1.775, que regulamentava, pela primeira vez no Brasil, o serviço de extinção de incêndio. Nessa época, ao sinal de incêndio, o badalar dos sinos alertava homens, mulheres e crianças que ficavam em fila e, do poço mais próximo, passavam baldes de mão em mão, até chegarem ao local que estivesse em chamas. Para oficializar a importância do bombeiro, por decreto do Presidente da República, desde 1954, todo 2 de julho deve ser dedicado a homenagear esses profissionais. Nada mais justo que uma data em honra dessas pessoas sensíveis às necessidades do próximo e engajados no desejo de servir bem a comunidade.

Algumas situações em que os bombeiros atuam são: resgate em acidentes, colisão de veículos, atropelamentos, casos clínicos urgentes e remoção de cadáveres, entre outros. Também fornecem treinamento a aspirantes a bombeiros em cursos internos, externos e palestras. São essenciais nas praias, como salva-vidas e observadores do mar. Também analisam a segurança de projetos e fazem vistorias de obras. E ainda realizam busca e salvamento em matas e florestas, auxiliam na captura de animais, monitoram e auxiliam na derrubada legal de árvores e muito mais!
Cotidianamente, os bombeiros arriscam suas vidas pela vida do próximo; são, praticamente, "anjos do fogo".
Salvando vidas
Cada um de nós pode ajudar o Corpo de Bombeiros através de pequenos atos, como por exemplo:

- Evite arrombar janelas e portas em caso de incêndio antes da chegada dos bombeiros. A penetração do ar irá ativar as chamas.
- Não interfira nos serviços de extinção de incêndios. Isto é tarefa dos bombeiros. (Pessoas sem o devido treinamento podem se machucar).
- Motorizado ou mesmo a pé, assim que ouvir as sirenes das viaturas do Corpo de Bombeiros, imediatamente facilite a passagem
- Não estacione o seu carro junto ao hidrante de coluna ou em áreas reservadas para o Corpo de Bombeiros. Isso dificulta as manobras das viaturas.

História do Corpo de Bombeiros do Rio de janeiro

Antes mesmo de cruzar os imponentes portões do Museu, o visitante precisa ter consciência de se encontrar num lugar histórico: o Quartel do Comando-Geral do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro. A nova sede foi inaugurada em 23 de maio de 1908. Uma bela obra de arquitetura clássica, o prédio foi projetado pelo então Comandante-Geral, Coronel EB Francisco Marcelino Souza Aguiar e veio substituir o velho casarão assobradado que foi o primeiro Quartel de Bombeiros no Brasil, situado na Praça da Aclamação, atual Praça da República.

Cruzando estes portões, o visitante tem diante de si uma maravilhosa história de heroísmo iniciada quando o Imperador D. Pedro II (Patrono da Corporação) assinou o Decreto nº 1775 de 1856, criando o Corpo Provisório de Bombeiros da Corte – o mais antigo Corpo de Bombeiros da América Latina.

A preocupação em combater o fogo é antiga na história do homem. Já no século XVII a.C., o Imperador Hamurabi incluiu em seu famoso código as primeiras normas de prevenção contra incêndio.

Durante as transformações tecnológicas que o mundo sofreu, houve o registro escrito do que pode ser considerado grupamento de bombeiros instalado (China, ano de 564 a.C.).

Vamos ver na longa trajetória do homem as iniciativas de cada civilização para tratar do assunto:

Roma (atual Itália), ano 6º da era cristã – primeiro corpo de bombeiros militar;

Paris (França), 1811 – modelo de bombeiros de Napoleão;

Rio de Janeiro (Brasil), 1856 – Corpo Provisório de Bombeiros da Corte (baseado no modelo militar francês, mas com resquícios da influência inglesa e alemã).



Em 1976, pela primeira vez o Brasil se fez representar oficialmente com uma delegação no Congresso Técnico Internacional do Fogo (CTIF), que aconteceu naquele ano em Berlim (Alemanha). Deste encontro surgiram muitas idéias, sendo uma delas a criação do primeiro museu de bombeiros do Brasil.

Conseqüentemente, por ordem do então Comandante-Geral, Coronel EB Evaristo Antônio Brandão Siqueira, juntaram-se diversos veículos e objetos antigos de vários quartéis do Rio de Janeiro. E assim nascia, em 2 de julho de 1977, no quartel do Méier (zona norte da cidade do Rio de Janeiro), o Museu do Corpo de Bombeiros do Estado Rio de Janeiro.

Em 1995, pela necessidade de reformas no prédio em que estava instalado o museu foi transferido do Méier para o Quartel do Comando-Geral, após 18 anos de existência. Infelizmente, o museu continuava como se fosse uma coleção de coisas velhas, sem história definida, em estado letárgico de quase abandono, com as peças espalhadas pelo Quartel Central.

Imediatamente, o então Comandante-Geral do CBMERJ, Coronel BM Rubens Jorge Ferreira Cardoso, ordenou o início às reformas no novo prédio e inaugurou, em 1º de setembro de 1995, o Museu Histórico do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro como entidade independente e diretamente ligada ao Comando-Geral.

No início do ano 2000, o Museu já contava com cerca de 600 peças catalogadas e faz parte da Associação Brasileira de Museologia, constando do Guia Brasileiro de Museus, lançado pela USP. O Museu mantém correspondência com cerca de 300 casas culturais e museus do Brasil e alguns países, além de todos os consulados instalados no Rio de Janeiro e com várias entidades similares também no exterior.

Atualmente, cada peça está registrada, com o verdadeiro nome e a origem, no Tribunal de Contas do Estado.

O Museu Histórico representa um panorama completo da atividade em nosso país, mostrando através de seu acervo veículos, equipamentos, acessórios, objetos, souvenirs, fotografias, livros, documentos, quadros e outras obras de arte guardadas desde o século XVIII até a atualidade.

O visitante vai conhecer, por exemplo, o primeiro veículo a motor de fabricação no país, de 1918, e que ainda funciona; a primeira bomba a vapor, importada da Inglaterra em 1865; diversos veículos de tração animal, à gasolina, a vapor ou movidos pela mão-de-obra escrava.

O Museu Histórico do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro funciona de terça à sexta-feira (inclusive nos feriados) entre 09h e 18h.

Mais informações sobre o Museu podem ser obtidas diretamente no site www.museu.cbmerj.rj.gov.br , pelo telefone (21) 3399-4030.

O visitante pode fotografar, filmar e ainda pode fazer pesquisa histórica nos arquivos do Museu.

O endereço é: Praça da República, 45 – Centro – CEP: 20211-350, Rio de Janeiro – RJ – Brasil.
 

Fonte Corpo de Bombeiros do Estado do Rio de Janeiro  http://www.cbmerj.rj.gov.br/